domingo, 30 de junho de 2013

Bruschetta de tomates

bruschetta de tomates


Minhas bruschettinhas de tomates são minhas (e do marido) preferidas. Já tentei outras receitas e essa é sempre minha preferida.

Pique tomates e deixe-os marinando com alho picado (bastante) e azeite de oliva e sal por uns 20 minutos. Corte as fatias de pão italiano (melhor pão meio italiano meio velho), top com os tomates marinados, deixe no forno por uns 15 minutos, retire. Sirva com folhas de manjericão rasgados por cima e um fio de azeite de oliva

tomates marinando
indo para o forno

Pão preto russo

pão preto russo


 "If you’d like to be like the Russkies, you’d slather this (bread) with butter, top it with caviar, throw it back with some ice cold vodka and then head to work on a Monday morning." (receita e quote de http://smittenkitchen.com/blog/2009/04/black-bread/)

tradução livre da receita com adaptações:


(longa lista de ingredientes)


2 pacotes de fermento instantâneo
pitada de açúcar
1/2 xic de água a 30 graus
2 xic de água
1;4 xic de melado
1;4 xic de vinagre de maçã
4 c.s. manteiga
25g de pó de chocolate sem açúcar (usei lindt 80% ralado)
2,5 xic farinha de trigo integral
3 xíc. de farinha de centeio
3 xíc. de farinha de trigo refinada
1/2 c.c. de sementes de funcho (erva-doce mas não aquela semente que tem cheiro de chá)
2 c.s. sementes de cominho
1 c.s. sal
1 c.s. nescafé
1 c.s. de cebola picada

Preparo:

1. água quente com fermento e açúcar
2. aqueça duas xic de água e coloque o melado, vinagre, nescafé, manteiga e chocolate até que tudo derreta. 
3. combine as farinhas numa vasilha grande. Adicione as sementes. E os líquidos.
4. bata tudo bem
5. espere 1,5 a 2 horas
6. forme os pães
7. espere uns 45-60 minutos
8. asse por 45 a 60 minutos no forno a 200 graus. 

Bruschetta de beringela


Bruschettas de beringela.

Tiro bem toda a água da beringela com sal e frito num mínimo de óleo. Marino as beringelas com alho picado e azeite (e hortelã, as vezes) por uns 20 minutos. Coloco sobre as fatias de pão italino e coloco no forno por uns 15 minutos. Coloco manjericão por cima (ou não, caso tenha hortelã).

Pão de centeio com 3 sementes - linhaça, gergelim e girassol (Dreikornbrot)




Já faz tempo que tento fazer Dreikornbrot, mas minha última tentativa tinha sido há uns 5 anos. O objetivo final é fazer um pão tão gostoso quanto aquele vendido em qualquer padaria da Alemnha. Sei que é uma busca meio inútil também porque aqui não temos a variedade de farinhas a disposição como existe na Alemanha (e porque eu não sou padeira). Mas vou continnuar tentando....

Dreikornbrotchen de Colônia

Dreikornbrotchen por dentro


Esse que fizemos hoje ficou uma delícia. Ele tem mais centeio que o tradicional alemão (eu acho).

A receita peguei do livro "Local breads" de Daniel Leader, que é:

Ingredientes:
- 50g de fermento natural de centeio (fazer, leva 2 dias: colocar farinha de centeio com água até obter uma mistura tipo mingau e esperar até fermentar bem)
- 30g de linhaça
- 30g de gergelin
- 60g de sementes cruas de girassol
- 300g de água
- 10g de fermento instantaneo
- 10g de sal
- 300g de farinha de trigo refinado (se tiver, usar de alto glúten)
- 200g de farinha de centeio

Preparo:

12 horas antes de assar:
- refrescar o fermento natural
- colocar 30g de cada semente (linhaça, gergelin e girassol) num pote e cobrir com água (contando dos 300g) (isso é para hidratar as sementes)

4,5 horas antes de assar:
- misturar todos os ingredientes (exceto as outras 30g de semente de girassol, que vão ir por cima do pão) e bater por 10 minutos, esperar 10 minutos para a massa relaxar e bater mais 7 minutos.
- cobrir o recipiente com plástico e esperar 2-2,5 hs (até dobrar de tamanho)

2 horas antes de assar:
- arrumar a massa nos recipientes que ela será assada (fiz 2 pães relativamente pequenos - essa é uma massa meio mole então precisa de recipiente com bordas)
- molhar o topo e colocar as sementes de girassol
- esperar 1-1,5hs até aumentar de tamanho em 50%

Assando:
- Pré aquecer o forno a 250 graus
- Assar por 40 minutos.

Antes de ir para o forno

Pão pronto





domingo, 22 de julho de 2012

Gyoza!!!!


Gyoza eba!!!!!!!!!!

Já fiz duas vezes (o que não faz de mim exatamente uma expert), mas as duas foram em festinhas e fez o maior sucesso, mesmo. Nas duas acabou tudo e na segunda parecia guerra a medida que cada round de gyozas saia da panela (admito que o horário justificava a guerra mais que a deliciosidade das gyozas).

E, comprando a massinha pronta, quase não dá trabalho! (Onde? mercearia Nippon na 206 sul (Brasilia) ou na loja de produtos japoneses perto do mercado central em BH ou qualquer lojinha da liberdade em SP)

Na primeira vez fiz com recheio vegano de repolho e shiitake, já na segunda o povo queria com porco, então usei o mesmo recheio adicionado de carne de filé de porco cortada bem pequena (sem nenhuma gordura). Também na segunda o povo queria com abóbora e shiitake que eles tinham comido uma vez na Tailândia, fizemos usando o mesmo tempero do primeiro só que com abóbora e shiitake seco hidratado e ficou sensacional - me contaram, eu nao cheguei a experimentar; como eu disse, foi uma guerra)

básico de como fazer gyoza: você vai fazer o recheio, se ele estiver molhado, espremer até sair toda a água. Coloque uma toalha de mão ou um pano de prato numa bancada. (para manter tudo seco e limpar os dedos) passe o dedo molhado na beirada do massa (ou seja, um círculo), coloque uma colherinha de recheio, feche de dentro para fora tirando todo o ar, dobre conforme fotos nesse site: http://steamykitchen.com/5874-gyoza-recipe-japanese-pan-fried-dumplings.html e cozinhe.

cozinhando gyoza: 2 panelas, uma não aderente com 1/2 colher de óleo (melhor de gergelim) e outra com 1/2 - 1 dedo de água e tampa. Primeiro pan-fry os gyozas na panela com óleo, até ficarem dourados, depois, coloque na panela com água, tampe e deixe uns 5 minutos, ou até ficarem transparentes.

recheio de repolho com shiitake:

1/3 de cabeça de repolho cortado bem fino e tirado a água com sal (ou seja, põe bastante sal depois de cortado sobre uma peneira e espera 15 minutos, lava e espreme)
1 colher de chá de sal
1 pacote de shitake, fatiado pequeno e passado numa panela com um tico de óleo - para tirar água)
1 colher de shoyo
1/2 cenoura grande ralada bem fina
1/2 colher de sopa de gengibre picado
2 colheres de sopa de cebolinha picada (só a parte verde)
3 dentes de alho picados
1 colher de chá de miso (opcional)
1 colher de chá de óleo de gergelim (nao usei)
1 colher de chá de pimenta vermelha em flocos
1/2 colher de chá de açúcar


recheio de abóbora com shiitake seco
(pode usar o cogumelo fresco)

1/4 de abóbora menina (casca preta) cozida e feita puré

1 colher de shoyo
1/2 colher de sopa de gengibre picado
2 colheres de sopa de cebolinha picada (só a parte verde)
3 dentes de alho picados
1 colher de chá de miso (opcional)
1 colher de chá de óleo de gergelim (nao usei)
1 colher de chá de pimenta vermelha em flocos
shiitake seco hidratado e fatiado ou fresco, fatiado e cozido

recheio variante com porco
igual aos ingredientes do de repolho mas substituindo o cogumelo por carne de filé de porco cortada bem pequena e tirada toda a gordura. Não precisa pré-cozinhar.

molho para servir

60 mls de shoyo
30 mls de vinagre de arroz (usei vinagre de alcool e no outro dia limão)
resto da cebolinha picada




Risoto de cogumelos com rúcula


Sei que a essa altura todos já sabemos fazer um bom risoto de cogumelos, mas quero dar os meus 2 cents também. O nosso aqui tem vários twists: é vegano, com rúcula e arroz arborio integral e é uma delícia. A rúcula dá um apimentadinho e o arroz integral dá "bite" e o caldo de cogumelos dá sabor de cogumelos em cada grão de arroz.

Nota sobre o cabo de cogumelos frescos: Em geral, o cabo do cogumelo não é gostoso para juntar à comida, ele tem uma textura estranha. No entanto, é ótimo para fazer caldos, que é o que faremos aqui. Não se deve lavar os cogumelos porque eles absorvem a água como esponja e ficam chicletes.

Nota sobre a limpeza de cogumelos: O que se deve fazer é só limpar com uma toalha. Se você moralmente não conseguir não lavar, como eu, lave só no último momento, na hora de colocar na panela. Além disso, quando você compra o pacote de cogumelos, deve, ao chegar em casa, abrir o plástico e colocar na geladeira (dentro do plástico eles vão ficando chicletes também).

Caldo de cogumelos
é essencialmente fazer um caldo de legumes adicionando os cabos dos cogumelos. Ou seja, numa panela com 1/2 colher de azeite fritar cebola, cenoura, alho picados (ou o que você estiver usando) colocar os cabos de cogumelos, água e pelo menos 2 folhas de louro, sal e pimenta do reino (+tomilho, um ramo de salsinha, ....). Deixar cozinhando por 20 minutos (para risoto, você já pode começar o resto da receita no minuto 10, o caldo vai ficando mais apurado a medida que o risoto vai ficando pronto).

Risoto de cogumelos com rúcula (para dois beeemmmm farto)
- 120gr de arroz de risoto (prefiro carnaroli em geral mas fiz (e adorei) com árborio integral - leva bem mais tempo com o integral)
- caldo de cogumelos ou de legumes ou o que você tiver
- 1 pacote de rúcula
- 1 pacote grande de cogumelos  
- 100 mls de vinho branco seco (usei suco de laranja porque não tinha vinho e achei que fez o seu trabalho super bem. pode substituir também por um pouco de limão)
- 1 cebola roxa bem picada
- 1 colher de azeite de oliva


Frite a cebola em fogo baixo, quando ela estiver translúcida adicione a arroz, deixe 2 minutos, adicione o vinho, deixe reduzir e adicione um pouco de caldo, mexa bem, quando reduzir bem coloque mais caldo, mexa mais (é o seguinte, mexer serve para tirar o glúten de dentro dos grãos, esse glúten é oq ue vai dar cremosidade ao risoto, só que não precisa mexer tanto como tem gente que diz. No caso do arroz integral, tem que mexer mais para estimular bem a quebra do glúten). Mais caldo e assim vai indo até o arroz ficar quase, quase pronto. 
Limpe os cogumelos, corte-os em quartos ou meios, dependendo do tamanho e adicione direto à panela. Qunado os cogumelos estiverem cozidos (eventualmente mais caldo) adicione a rúcula lavada (inteira). Desligue, mexa de novo, feche a panela, espere uns 3 minutos e sirva. 
Bom apetite!

Obs: Claro que você pode por a manteiga. Ela teria entrado logo depois da rúcula. Depois de "amantegar" pode por também um pouco de parmesão ralado.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Aspargos com batatas e molho branco


Mais Alemanha!!! Essa comida eu fiz no dia dos namorados ano passado, quando eu ainda morava no Rio e tinha uma super mini cozinha. Mas foi romântico e super-legal, também, essa era a minha vista:

(no final de semana do dia dos namorados teve manifestação dos bombeiros)

Então, lá na Alemanha achava muito legal que tinha época para tudo (igual na minha infância). época da tangerina (laranja crava, mandarin, ...) em que o ônibus tinha muito cheiro de laranjas, época dos mariscos, todos restaurantes tinham pratos especiais e baratecs com maricos e, o que todos esperavam, a época dos aspargos; só se comia aspargos, inclusive no restaurante da Uni por 2.30 euros o prato. 

E uma das maneiras mais clássicas de servir era como o da foto, mas com molho holandês, que, para cut uma long story short, dá trabalho! 

Então fiz um bechamel normal. Com leite de vaca, mas outro dia fiz com leite de soja para uso culinário e, sem brincadeira, ficou melhor!!!!

Já tô sabendo que o leite de soja pra uso culinário contém produtos animais porque a vitamina D vem do pelo do carneiro e, sinceramente, eu não me importo: já tem o pelo do carneiro lá; já tem um monte de veganos dizendo que é para eles fazerem diferente. Fora isso, o que sou contra é eles colocarem vitamina D no leite de soja, eu até entendo de onde isso vem: o leite de vaca é usado contra a osteoporose, vitamina D (e o leite de vaca não é fonte) é boa para os ossos, então por que nao colocar vit D no leite de soja? Oras.... porque eu não vivo na &¨%$# do Alaska!!!! but I digress...
(vit D é sintetizada na pele quando em contato com o sol. Não é necessária nenhuma fonte dietética de vit D se você e o sol se encontram. Aconselha-se, para quem mora perto dos trópicos, para garantir, exposição de 30 min, 3 vezes por semana, em áreas grandes, tipo pernas, sem filtro solar, considerando que a exposição será as 8 da manhã, se for mais tarde: ou menos tempo ou mais filtro)

Bechamel (molho branco)

Ingredientes:
- 1/2 cebola bem picada
- 1 dente de alho bem picado
- 2 colheires de azeite (ou uma de azeite e uma de manteiga)
- 2 colheres cheias de farinha de trigo
- bouquet garni ou 2 louros e um pouco de tomilho
- 1/3 noz-moscada ralada na hora
- 500mls de leite (de soja ou de vaca)

Preparo:
(0)  Roux (opcional muitas vezes eu nao faço e simplesmente dissolvo a farinha no leite e adiciono): aqueça a manteiga (ou óleo) numa panela fogo bem baixo e cozinhe a farinha até ficar da cor que você quer (loiro claro para essa receita)
1. Numa panela anti-aderente frite a cebola, depois o alho (suar bem, eles não podem ficar crocantes) adicione o roux ou a farinha diluida em um pouco de leite, o resto do leite e as ervas e sal e pimenta do reino e deixe cozinhando em fogo baixo por uns 10 minutos ou até você passar o dedo no verso da colher e a marca ficar:
foto da internet em:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrvNdPW0f_M0-4ouMZgVBAtxNAa1nqVHLk8bE8JNztap41Nud7g8QmV0Jm8tD1DwVHm39T5BHGoCt1uHTknIguTFjLkGeToJD0VBPXVtqDqk1Dz1-Kkl21CA-G2JrMr3rD0Vna0730foo/s1600/5.+thickness+test.JPG

Aspargos

Limpar os aspargos, raspando a parte seca com o descascador de batatas (ou seja, de metade para baixo considerando que a ponta é em cima). Cozinhar na água até ficarem no ponto (cozidos mas não moles).

Prato alemão vegano: batatas, chucrute e salsicha vegetal


Com o post da sopa de ervilhas fiquei com saudades da Alemanha, e resolvi fazer a comida mais típica de lá (ou muito típica), mas acho que qualquer um que olhar o prato vai lembrar da Alemanha. Sinceramente, não ficou nenhuma delícia esse prato, mas lembra a Alemanha.

Na verdade, os alemães não comem muito isso, mas é a comida que eles fazem para "lembrar a Alemanha". No dia-a-dia ou eles comem arroz com salada e uma carninha ou um macarrão ou, na rua, comem comida grega, italiana ou turca. Ok que eu não venho da Bahia (sul de Santa Catarina), mas eu nunca tive dificuldades com a comida na Alemanha, achava tudo bem normal, "meu tempero" e, uma delícia! Honestamente, em geral a comida lá é infinitamente mais gostosa que a daqui. Inclusive os tomates, aqui o nosso agricultor (tá melhorando) parece só se importar com produtividade, lá, tomate sem gosto ninguém compra.

Eu amo esse site alemão de receitas: www.essenundtrinken.de

Batatas, chucrute e salsicha

Cozinhei as batatas na água para manter a tradição, mas prefiro no forno ou mesmo no microondas. Já que cozinhava as batatas na água, lá pelos últimos minutos adicionei as salsichas (marca "Superbom", compradas no Carrefur). Numa outra panela esquentei o chucrute (também comprado pronto). Servi com um pouco de mostarda dijon. 

Sopa de ervilhas tipo alemã


Morei um tempo na Alemanha. Sempre que tinha um evento no meu laboratório, eles serviam uma sopa tipo essa (que é beemmm grossa) com um pão tipo francês. Era uma delícia. A sopa aquece o coração como a de abóbora, mas essa aquece a barriga também ;-)

Ingredientes:
- 1 cebola picado
- 3 dentes de alho picado
- 1 cenoura picada
- 1 colher de azeite
- 2 folhas de louro
- 250gr de ervilhas secas
- 2-3 batatas em cubos
- sal e pimenta do reino (bastante pimenta do reino)
- OPCIONAL: algum defumadinho, pode ser tofu defumado picado, salsicha vegetal picada, ou paio ;-)

Preparo:
Lave as ervilhas e tire eventuais pedras. Coloque numa panela com bastante água e abandone, ou seja, deixe cozinhar por uns 40 minutos. Numa outra panela, com uma colher de azeite, frite a cebola, alho e cenoura até pegarem cor (se estiver usando algum defumado, coloque aqui). Adicione isso à panela das ervilhas, sal e pimenta, adicione as batatas. Deixe cozinhando mais uns 20 minutos ou até ficar pronto, com as batatas e ervilhas beemmm cozidas. Com a colher de pau, amasse tudo, especialmente as batatas, na borda da panela (mas não use mixer). Cozinhe mais um pouco e está pronto!

Creme de abóbora


Muito fácil e aquece o coração.

Ingredientes:
- 1 cebola picada
- 3 dentes de alho picado
- 1/2 cenoura picada
- 1 pimentão verde picado
- 2 folhas de louro
- 1 colher de chá de pó de curry ou de açafrão-da-terra
- 400 mls de leite de soja para uso culinário, ou de leite comum ou água
- bastante salsinha picada
- 1 abóbora pequena (ou 1/2 grande)
- bouquet garni (se tiver)
- 1 colher de azeite

Preparo:
Frite a cebola, alho, cenoura, pimentão até pegarem cor numa panela não aderente. Adicione as especiarias que estiver usando. Adicione água e deixe mais uns 5 minutos. Adicione a abóbora descascada e picada. Quando a abóbora estiver cozida:
opção 1: bata tudo com o mixer, adicione o leite (ou não) e deixe cozinhar mais 3 minutos
opção 2: amasse tudo muito bem com a colher de pau (ou outra coisa), adicione o leite (ou não) e deixe cozinhar mais 3 minutos.

Sirva com a salsinha picada.

Curry de couve-flor com batatas e ervilhas


Adoro fazer currys, acho fácil demais e costuma ficar bom. Às vezes uso iogurte, o que tira o veganismo da receita, mas as vezes também faço sem e fica bom igual. Desconfio que o iogurte nesses currys sem molho não faz a menor diferença.

Receita básica de curry (serve para todos os "indianos"): Toste as especiarias até pipocarem e/ou perfumarem. Adicione o iogurte e deixe reduzir completamente, adicione os ingredientes, adicione tomates ralados (puree de tomates feito na mão), deixe cozinhar, mais especiarias, está pronto.

Curry de couve-flor com batatas e ervilhas 

Ingredientes:
- coentro, cominho e mostarda em grãos (o que tiver)
- coentro, cominho, açafrão-da-terra (curcuma) em pó (esses são importantes) (ou pó de curry), se tiver pode por um pouco (pouco) de garam masala (ou cardamamo, canela, pimenta do reino) ou pimenta jamaicana
- 1 folha de louro
- pimentas
- 1/2 couve-flor picado meio grande (ideal só as flores, mas só se tiver uso para o resto)
- 2 batatas pequenas em cubos
- 1/2 pacote de ervilha congelada
- 2 tomates ralados (no ralador de queijo, deixando as cascas na mão)
- 1/2 pote de iogurte
- arroz indiano ou pão indiano para servir

Preparo:
Numa panela não-aderente, coloque as especiarias em grãos (1 colher de chá cada, ou sua preferência) e deixe no fogo baixo até que pipoquem (coisa de 1, 2 minutos). Coloque o iogurte e deixe reduzir bem (ou pule esse passo). Coloque o puré de tomates, deixe 2 minutos. Coloque as batatas,1 xícara de água e o resto de especiarias. Quando as batatas estiverem quase prontas, coloque a couve-flor. Quando ambos estiverem cozidos, coloque as ervilhas congeladas. Espere mais um minuto e está pronto!

Observação: Nesse dia da foto é obvio que eu não tinha as especiarias em grãos; não tem nenhum "pretinho". As receitas são flexíveis, não tem alguma coisa, faça sem.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Meu arroz e meu feijão


Costumo almoçar em casa (ai que luxo!), mas tem que ser meio rapidinho para voltar para o trabalho (a pé, ai que luxo!). Então eu normalmente ou faço uma super salada que aguente até o final do dia (com batatas, fusilli integral, grão de bico, ou outra coisa que dê uma energia) ou esquento meu arroz e meu feijão e como com salada.

Adoro meu feijão e meu arroz e por isso vou contar como eu faço aqui (também adoro minhas saladas, mas fica para outro dia).

Arroz:


Adoro o arroz cateto. Aqui em Brasilia tem uma marca que vende um pacote de cateto com arroz vermelho, é uma delícia, mas infelizmente vem com bichos :-( (ou "pega bicho fácil) não sei, mas estou desistindo deles. Bom, como eu faço (lembrando que é almoço de todo dia):

- Numa panela coloco cebola picada e alho picado, dou uma esquentada, adiciono arroz cateto, arroz vermelho e um pouco de linhaça inteira (ela faz ficar tudo mais grudadinho, que eu gosto). Coloco também louro, sal,  e, obvio, água. Bastante água porque demora.

Feijão:

Acho cozinhar feijão super fácil, não consigo ver o estresse das pessoas. Prefiro o preto, mas isso é gosto individual. Costumo fazer no final de semana porque não tenho panela de pressão (eu sei que é barato, mas tenho uma na casa do marido e estou esperando ele mudar para cá).

Bom, normalmente você vai deixar o feijão na água por uma noite. Nunca faço porque não me lembro antes e uso o método rápido do Thomas Keller:

Método rápido de fazer feijão: coloque o feijão (limpo, busque por pedras) numa panela com bastante água, espere a água ferver, desligue e espere por uma hora.
Já li sobre e estou desconfiada que é verdade, que esse método deixa o feijão mais gostoso masssssss  pode dar gases. O livro The Professional Chef explica porque mas estou com preguiça de olhar.

Continuando, cozinhe o feijão com nova água por umas 1,5 hs (bem menos na panela de pressão) e com mais nada, só a água e o feijão. Numa outra panela, com um pouco de azeite, cozinhe cebola picada, depois, alho picado, cenoura picada, pimentão picado, mais uma folha de louro, sal, pimenta do reino. Quando tudo já estiver bem suado, bastantes tomates (ou um pouco de extrato de tomate). Outras ervas que queira colocar. Misture tudo isso ao feijão e deixe apurando por mais 30 minutos.

Vale a pena, eu juro!


Panquecas de verduras


Essas panquecas foram um sucesso aqui em casa! A receita não é vegana, mas é facilmente veganizável. 

A receita para a massa de panqueca fui buscar no livro  "The Silver Spoon". Sempre que eu preciso da receita básica de alguma coisa bem conhecida, para as quais muitos livros têm receita, busco nesse. Tudo dá certo e fica ótimo e, além disso, as receitas são bem mais simples e light que um Thomas Keller - que pretende colocar pacotes de manteiga em tudo. Além disso o livro tem mais de 2.000 receitas organizadas num primeiro nível por tipo (molhos frios, molhos quentes, marinados, antipastos italianos, antipastos de verduras, ..., quiches, ....sopas, pasta fresca, ...... (cansei)) e num segundo nível por ingredientes, em ordem alfabética (da palavra em italiano), então você tem: aspargi, barbabietoli (beterraba), broccoli, carfioci, carote (cenoura), ..., resumindo, o livro é o máximo e eu adoro e uso ele muito. 

Só mais uma coisa, esse livro é ótimo para quem está começando e gosta de comida italiana (o livro é um popular presente de casamento na Itália) porque tem todos os básicos, a maioria das receitas não tem mais que 8 ingredientes. Por exemplo, na parte de pastas secas tem (em ordem, que é alfabética): 
- bavette com mariscos e abobrinha;
- bucatini com tomates verdes;
- bucatini com molho de cogumelos;
- bucatini com molho de pimentões;
- farfalle com bacon;
- fusilli com cogumelos;
- fusilli com polvo;
- fusilli-salada;
- linguini com pesto genovês (com batatas e vagem francesa, o OHHHH de bom);
- (...)

Quando pensamos em fazer panquecas, fomos direto para o Silver Spoon:

Massa de Panqueca (tá em "crepes" e não em "panquecas" no livro; as panquecas no livro são doces):
- 100g de farinha
- 2 ovos
- 250 mls de leite
- 25g de manteiga
- sal

(os parenteses são minhas observações)

Misturar bem a farinha com os ovos e 3 colheres de leite. Ir colocando o resto do leite (não coloquei tudo porque estava ficando muito líquido, duvidei da receita, depois de deixar descansar, tive que colocar o resto de leite - exatamente a quantidade da receita). Derreter a manteiga em banho maria, deixa-lá esfriar bem (fiz no microondas - eu, numa próxima vez vou colocar menos porque a minha panela é bem não adarente). Sal, bater bem por pelo menos um minuto - com garfo ou aquele negócio de clara em neve. Deixar na geladeira por pelo menos 1 hora. 

Verduras:

Eu usei o que tinha na geladeira. O que tínhamos:

- Alho Poró: fatiado na panela não aderente
- Beringela: cortada em "dedos", direto no forno com um pouco de azeite
- Espinafre: na panela com um pouco de alho
- Abobrinha: tirado a semente, em tiras na panela com um pouco de alho
- Pimentões: em tiras na panela com um pouco de azeite
- Brócolis: em tiras finas e compridas com alho e pouquíssimo azeite

Cozinhei tudo isso e fui colocando numa forma:


Fui fazendo também molho de tomates: fritar cebola e alho picados, colocar louro, sal, pimenta do reino e tomates ralados (no ralador de queijo)

Fazer os crepes:

Aqueça uma panela redonda não aderente com muito pouco de azeite (tipo 3 gotas), com uma concha, coloque um tanto da massa (fogo baixo). depois de um tempo, vire. Deixe mais um tempo, retire, reserve. Lá pela terceira você vai sentir as quantidades e os tempos ;-)


quase hora de virar

virada, talvez um pouco cedo (olhe o molho de tomates apurando ali atrás)

Dessa vez, já que tínhamos muitos recheios que já estavam frios, resolvemos colocar as panquecas no forno com o molho de tomate para aquecer. Se você estiver fazendo poucas, ou se o marido estiver com muita fome. Recheie a panqueca direto, coloque um pouco de molho de tomate e sirva para o marido:


panqueca do marido

Monte as panquecas recheadas numa forma:


coloque o molho por cima com um pouco de manjericão:


e asse por uns 20 minutos!

Pronto!








segunda-feira, 11 de junho de 2012

Molho de tomates


Não bastasse eu adorar tomates, adoro praticidade e um molho light. Ou seja, tem muito molho de tomate aqui em casa. E eu faço de todo  jeito, dependendo do uso, da vontade e dos ingredientes disponíveis.

A receita clássica é fazer um sofritto com cenoura, salsão, cebola e alho, colocar os tomates sem pele, um bouquet garni, temperar, e deixar cozinhando por uns 30 minutos.

Mas o que eu mais faço aqui em casa é mais simples: frito cebola e depois alho, coloco tomates ralados (ralados no ralador de queijo - fica um pure sem a casca, que fica na sua mão), 1 folha de louro, sal e pimenta preta.

As vezes uso tomates pelados da latinha (antes amasso eles bem) ou passata de tomates. O que eu nunca faço é usar molho de tomates pronto, tipo pomarola, porque eles não merecem existir ;-)


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Paella de vegetais

Paella vegan

Essa é para dia de festinha!!! Uma delícia!

Está junto com o curry verde e o nhoque de batatas com molho de tomate e manjericão entre as minhas absolutamente melhores receitas veganas "do mundo". Minto, tem uma outra que pertence à lista de melhores, ravioli de batatas e menta com molho de tomate. Esse eu ainda não publiquei no blog, mas um dia rola.

A receita é da Gwyneth Paltrow no livro "my father's daughter".

Nessa versão apenas substitui as ervilhas congeladas por aspargos porque os aspargos estavam lindos (no Oba, em Brasília).

Primeiro você vai precisar do caldo turbinado para paella. Duas maneiras, ou você turbina o caldo (com funghi seco, açafrão e pimentón doce) que já tem ou faz um novo, eu fiz um novo e a receita segue.

Caldo para paella:
(caldo escuro, rápido - ou seja, os ingredientes são suados com um pouco de azeite (escuro) e os ingredientes são cortados pequenos (rápido))
Numa panela com um pouco de azeite, coloque uma cebola picada, pique o alho (4) e adicione, pique a cenoura (1) e adicione, pique o pimentão verde (1 pequeno ou meio) e adicione, coloque 2 folhas de louro, 1 litro de água, sal, 4 funghi secos, 1 pitada de açafrão (se não tiver, use açafrão da terra), (se tiver, tempero verde) 1 colher de chá de pimentón doce. Deixe cozinhar por 20-30 minutos, coe e reserve.

Ingredientes (para 4 pessoas):
- caldo para paella (cebola, alho, pimentão verde, cenoura, louro, funghi seco, tempero verde, açafrão, pimentón doce)
- 2 alcachofras (eu usei só uma porque estava muito caro, R$9,90 cada, no Oba em Brasília), limpas (olhe na internet como e não se esqueça, se você for lento, de ir molhando-a na em água com limão para ela não oxidar e ficar toda preta) e cortadas em quartos (quando eu vou cortar a alcachofra, corto antes de limpar os espinhos, assim é bem mais fácil limpar). Cozinhe-as em água com sal e limão até que fiquem macias, uns 20 min. (ver foto)
- 1 beringela
- 1 cebola picada
- 1 tomate
- 2 pimentões vermelhos (usei um vermelho e um amarelo)
- 2 xícaras de arroz bomba, como você não vai encontrar esse tipo de arroz, use arbório (ou carnaroli, mas nesse caso prefiro arbório)
- 1 xícara de ervilhas congeladas (usei 6 aspargos).
- 2 limões sicilianos em 'melancias'

Preparo:
1. Faço o caldo, enquanto isso...

2. Prepare a beringela, corte-a em cubos, salgue, deixe 15 minutos (ou não, se ela for jovem e bonita), aperte bem, cozinhe com um pouco de óleo e reserve:

3. Já começou nas alcachofras?
4. Na panela da paella, um pouco de azeite e as cebolas, bem suadas coloque o alho, os pimentões em quadrados e, quando já amolecidos, o tomate ralado (corte o tomate ao meio, rale, no ralador, cada metade até que só sobre a pele na sua mão). Adicione a beringela. (aqui você pode guardar tudo e esperar os convidados chegarem)

5. e o arroz ... conta-se que tem que adicionar o arroz em cruz (como na foto), pelo que entendi em minhas pesquisas isso é uma maneira de medir a quantidade de arroz (já que, teoricamente, tua panela é especial para paella e tem até a marquinha de quanto caldo adicionar). Eu fiz em cruz em homenagem a tradição (mas como o arroz tinha que sentar em um monte de verduras - não tradicional - dei um desconto na grossura da cruz):

7. Adicione o caldo:

8. Mexa (essa é a última mexida)
9. espere ferver e diminua o fogo
10. agora vai levar mais 30-35 minutos. Eu espero uns 5 minutos e 'arranjo' a alcachofra e, depois de mais 5 minutos, o aspargo (já limpo, tirado a parte fibrosa da ponta, e cortado). e deixo cozinhando (fogo meio baixo)
Eventualmente está pronto (o arroz está cozido). Daí, feche a panela com alguma coisa (papel alumínio, toalha de pratos) e deixe descansar por 10 minutos. Coloque um pouco de suco de limão siciliano e sirva com fatias de limão siciliano: